Resultados do teste:ORGANISMOS GENETICAMENTE MODIFICADOS (OGM)
 
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Sabia que estão aí?

Encontrámos OGM em 5 dos 50 alimentos analisados, embora em quantidades muito baixas, o que leva a supor tratar-se de uma contaminação acidental. O problema são os alimentos onde não é possível analisar o ADN e que poderão conter OGM. Não nos podemos esquecer que o consumidor tem direito a saber o que come.

Num estudo que publicámos em 1999, realizado em conjunto com outras associações europeias de defesa do consumidor, verificámos que os portugueses já consumiam organismos geneticamente modificados (OGM) sem o saberem. Uma das principais reivindicações, na altura, era que os fabricantes cumprissem a lei e informassem os consumidores da existência de OGM nos alimentos que vendiam.
Alguns anos depois, é importante realizar um novo estudo, de modo a verificar se as alterações, entretanto levadas a cabo (ver caixa O que diz a lei?), estão a ser cumpridas e se os consumidores são correctamente informados. Para tal, juntámo-nos às associações de consumidores espanhola, italiana e belga e, com o apoio da Comissão Europeia, analisámos, no total dos quatro países, 250 alimentos que continham soja e/ou milho na sua composição, de forma a verificar se existiam OGM. De facto, desde 1996 que são importados para a Europa soja e milho geneticamente modificados.
Mas fique desde já a saber que, dos 50 produtos analisados em Portugal, 5 continham soja geneticamente modificada, embora em quantidades tão baixas que levam a supor tratar-se de uma contaminação acidental

Como chegam até nós?
• Em qualquer ser vivo a informação genética, que determina as características hereditárias do mesmo, está presente no ADN (este existe em todas as células). Esta molécula reúne diferentes combinações de quatro elementos de base, os quais constituem o gene.
• Ora os cientistas conseguem, não só identificar os genes, como transferi-los da cadeia de ADN de um ser vivo para a existente num outro. É o que acontece, por exemplo, com o milho ou a soja geneticamente modificados. No caso do milho, foi colocado, na sua cadeia de ADN, um gene, retirado de uma bactéria, que o tornou resistente a um determinado insecto. Na soja, foi colocado um gene que a tornou resistente a um herbicida.
• Claro está que, desta forma, as colheitas de milho ou de soja geneticamente modificados tornam-se mais resistentes. Depois, ao termos em conta que vários alimentos têm milho ou soja na sua composição, facilmente se vê como os OGM podem chegar à mesa do consumidor.

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